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Inovação

A importância da Educação 4.0 para estudantes do século 21

A Educação 4.0 ajuda professores e gestores a lidarem com as novas tecnologias, facilitando a comunicação com estudantes que são nativos digitais.

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Tempo de leitura: 5 min
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Mais do que saber fórmulas de matemática, estudantes precisam desenvolver autonomia, criatividade e resiliência.

Por isso a importância de adotar a abordagem da Educação 4.0 na sua escola: ela ajuda crianças e adolescentes a desenvolverem as habilidades técnicas e socioemocionais necessárias para lidarem com os desafios do século 21.

Quais seriam esses desafios?

A revolução tecnológica no mercado de trabalho, a promoção da diversidade e inclusão socioeconômica, a crise nas instituições democráticas e as mudanças climáticas são alguns exemplos.

Aqui você vai conhecer as principais características da Educação 4.0, além de descobrir como se adaptar para levar essa abordagem para a sala de aula.

Confira:

  1. O conceito de Educação 4.0
    1.1 Modelo Sistêmico de Educação (MSE)
    1.2 Educação Científica e Tecnológica (ECT)
    1.3 Engenharia e Gestão do Conhecimento (EGC)
    1.4 Ciberarquitetura (CBQ)
  2. As transformações na educação
    2.1 Educação 1.0
    2.2 Educação 2.0
    2.3 Educação 3.0
  3. Já podemos falar em uma Educação 5.0?
  4. Como se adaptar à Educação 4.0 e 5.0

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O conceito de Educação 4.0

A Educação 4.0 é uma abordagem teórico-prática baseada no “learning by doing”, expressão em inglês que se refere ao aprendizado por meio da experimentação, vivências e realização de projetos. O termo está diretamente ligado à Cultura Maker.

A abordagem está diretamente ligada aos avanços tecnológicos dos últimos anos, em especial a linguagem computacional, a Inteligência Artificial (IA) e a Internet das Coisas (IoT).

Ela é indicada para professores e gestores escolares que buscam inovar nas instituições de ensino em que atuam. Lembrando que, quando falamos em “inovação na educação”, estamos nos referindo ao aperfeiçoamento de práticas pedagógicas, metodologias e gestão.

O modelo da Educação 4.0 foi sistematizado pelo pesquisador e presidente do Instituto Galileo Galilei para a Educação (IGGE), Cassiano Zeferino de Carvalho Neto, no livro “Educação 4.0: princípios e práticas de inovação em gestão e docência” (2017).

A Educação 4.0 se sustenta em 4 pilares:

  1. Modelo Sistêmico de Educação (MSE)
  2. Educação Científica e Tecnológica (ECT)
  3. Engenharia e Gestão do Conhecimento (EGC)
  4. Ciberarquitetura (CBQ)

Adaptação de ilustração dos 4 pilares da Educação 4.0 presente no livro "Educação 4.0: princípios e práticas de inovação em gestão e docência" (2017).Adaptação de ilustração dos 4 pilares da Educação 4.0 presente no livro "Educação 4.0: princípios e práticas de inovação em gestão e docência" (2017).

1. Modelo Sistêmico de Educação (MSE)

É o pilar central da Educação 4.0, que permite uma análise da situação atual da escola a partir de um método bem definido. Este ajuda gestores e professores a definirem estratégias e operações para o dia a dia.

A análise é feita a partir de três estruturas:

  1. Superestrutura: reúne paradigmas educacionais, currículo e modelos de ensino e aprendizagem;
  2. Mesoestrutura: engloba métodos específicos de ensino e de gestão, além do uso de mídias analógicas e digitais;
  3. Infraestrutura: refere-se aos equipamentos, conexão com a internet, sistema elétrico e demais instalações da escola.

As três estruturas estão inseridas na cultura e nos valores de cada escola, que influencia a concepção de políticas educacionais.

O MSE ajuda na definição dessas políticas em perspectivas de curto, médio e longo prazo.

Um exemplo é a formação inicial e continuadas de docentes. Entender a situação das três estruturas ajuda a definir no que professores precisam se aprimorar, como no uso de uma nova ferramenta digital ou em uma nova metodologia ativa.

2. Educação Científica e Tecnológica (ECT)

O segundo pilar da Educação 4.0 apresenta um ensino ancorado na ciência e na tecnologia, a partir das últimas descobertas sobre como as pessoas aprendem. O senso comum e práticas pseudocientíficas devem ficar de fora da sala de aula.

Nesse cenário, educadores devem basear suas práticas pedagógicas nas pesquisas mais recentes nas áreas da neurociência, pedagogia e psicologia. Isso é fundamental para ajudar crianças e adolescentes a desenvolverem o pensamento científico, uma das competências gerais da Base Nacional Curricular Comum (BNCC).

3. Engenharia e Gestão do Conhecimento (EGC)

Pilar que integra os níveis da superestrutura e mesoestrutura do MSE, passando pela educação digital.

Na prática, refere-se ao desenvolvimento das competências de crianças e adolescentes para lidarem com os problemas da sociedade contemporânea. Algumas delas são:

  • Capacidade de tomada de decisão em diferentes contextos;
  • Capacidade de resolução de problemas;
  • Capacidade produção, registro, distribuição e transformação de informações – ou seja, de comunicação;
  • Capacidade de interpretar informações com origem de diferentes meios, como as mídias digitais;
  • Capacidade de relacionar o que é aprendido em sala de aula com aspectos da vida pessoal, social e profissional.

4. Ciberarquitetura (CBQ)

O último pilar da Educação 4.0 engloba as dimensões físicas e digitais da escola, com o objetivo de integrar processos tecnológicos ao desenvolvimento do conhecimento.

A ciberarquitetura possibilita a integração das dimensões físicas e digitais para melhorar os processos educacionais, além de abrir novas possibilidades de interação dentro da comunidade escolar.

Para entender melhor essa ideia, podemos pensar nas aulas síncronas e assíncronas do ensino híbrido ou nas comunicações via WhatsApp entre pais, estudantes e docentes.

As transformações na educação

O conceito de Educação 4.0 segue a trilha aberta por abordagens de ensino mais antigas, desenvolvidas ao longo da história da educação.

Elas são classificadas em três categorias, a partir de uma perspectiva europeia:

Educação 1.0

Situada entre o século 12 e 17, a principal característica da Educação 1.0 era a formação eclesiástica. Ela geralmente acontecia em mosteiros, onde sacerdotes davam lições sobre os textos sagrados. Com o passar do tempo, foram incorporadas aulas de latim, aritmética, gramática, retórica e dialética.

O professor era o detentor de todo o saber, por isso os estudantes deveriam ter uma postura de admiração e submissão nas aulas. Poucas pessoas tinham acesso à educação.

Recorte de iluminura que representa uma aula de filosofia no final do século 14. Créditos: Domínio Público/BVMM.Recorte de iluminura que representa uma aula de filosofia no final do século 14. Domínio Público/BVMM.

Educação 2.0

O marco inicial da Educação 2.0 é a Revolução Industrial inglesa, no século 18.

A ideia de padronização migrou para o ambiente escolar, onde todos os estudantes aprendiam o mesmo conteúdo simultaneamente. O espaço físico da escola também seguiu esse princípio, com carteiras distribuídas em fileiras em um cômodo fechado.

É neste período que o conhecimento é dividido em disciplinas ministradas por professores especializados. Estes ainda eram os detentores do saber, ocupando o espaço de protagonistas em sala.

As aulas eram expositivas, ou seja, o mestre apenas repassava as informações para o estudante, que as recebia de forma passiva. O objetivo era a formação de crianças e adolescentes para ocuparem postos de trabalho na indústria ou exercerem uma profissão liberal.

Os princípios desse modelo estão presentes até hoje na maioria das escolas.

Foto de Aula de Prática na Escola Complementar Capital. Créditos: Reprodução/Relatório de Instrução Pública do Estado do Rio Grande do Sul, Officinas Graphicas d’ A Federação, Porto Alegre, vol. 1, 1924.Foto de Aula de Prática na Escola Complementar Capital. Reprodução/Relatório de Instrução Pública do Estado do Rio Grande do Sul, Officinas Graphicas d’ A Federação, Porto Alegre, vol. 1, 1924.

Educação 3.0

É na Educação 3.0 que se começa a discutir o impacto das novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem, em especial na década de 1990, com a popularização da interne e o início da Era da Informação.

Educadores propõem uma mudança na forma como as aulas são organizadas. Mais do que transmitir conhecimento, é necessário ajudar crianças e adolescentes a desenvolverem o pensamento crítico para lidarem com a quantidade de informação disponível.

Já podemos falar em uma Educação 5.0?

Sim! Mas qual seria a diferença entre a Educação 4.0 e a 5.0?

Na proposta da Educação 4.0, o papel da tecnologia na educação é promover mais rapidez, precisão e embasamento ao ensino, além de criar uma comunicação mais direta com as novas gerações.

A Educação 5.0 é um complemento desse conceito. Ela propõe aliar a inserção das novas tecnologias no ambiente escolar ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais, promovendo assim uma aprendizagem mais humanizada.

O foco não é apenas o mercado de trabalho, mas a formação de cidadãos capazes de contribuir com a sociedade de uma forma geral.

Como se adaptar à Educação 4.0 e 5.0

Seguir o método proposto pelo Modelo Sistêmico de Educação (MSE), o pilar central da Educação 4.0, é o primeiro passo. Ele vai te ajudar a entender a situação atual da sua escola e planejar a adaptação à cultura digital.

Também é importante refletir sobre suas práticas, seja na docência ou na gestão escolar.

Para te ajudar nesse processo, adaptamos as orientações do livro o “Educação 4.0: princípios e práticas de inovação em gestão e docência” em formato de perguntas:

  • Você propõe iniciativas de inovação no modelo de ensino da sua escola?
  • Você saberia fazer um planejamento estratégico de inovação para sua escola?
  • Você se considera uma pessoa alfabetizada digitalmente, ou seja, que sabe usar dispositivos, programas de computador e a internet em si?
  • Você saberia fazer e executar o planejamento de uma disciplina no modelo híbrido? E no EAD?
  • Quais metodologias ativas você conhece e quais usaria em sala de aula? Qual conteúdo seria trabalhado com essas metodologias?
  • Como você avaliaria as suas turmas se usasse metodologias ativas e deixasse de lado as provas escritas? Quais seriam os critérios?
  • Você costuma consumir conteúdo da área da educação baseado em conhecimento científico, sejam artigos, podcasts, vídeos no YouTube ou produções audiovisuais em plataformas de streaming?
  • Qual foi o último curso que você fez para atualizar suas práticas pedagógicas ou seus métodos de gestão?

Sejam quais forem as respostas para essas perguntas, o caminho é reinventar a educação.

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Sobre o autor

Olívia Baldissera

Jornalista e historiadora. É analista de conteúdo da Pós Educação Unisinos

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