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Foi-se o tempo em que uma caneta BIC verde e outra vermelha eram boas ferramentas para corrigir trabalhos.
Hoje existem outros métodos de avaliação mais eficazes e que possibilitam aos professores inovarem nas atividades realizadas em sala de aula.
Um deles é a avaliação por rubricas, que você vai conhecer logo mais. Confira:
Uma rubrica é uma ferramenta avaliativa que tem como função definir e explicitar as expectativas de aprendizagem em relação a uma determinada tarefa, por meio de uma tabela a que todos os estudantes têm acesso.
Ela serve para dar objetividade a critérios de avaliação, que sempre devem ser explicados para a turma antes do início da atividade. Não é possível reutilizar a mesma rubrica para tarefas diferentes, pois ela é construída de acordo com os objetivos de aprendizagem e etapas de cada atividade.
Uma rubrica é um método complementar às diferentes formas de avaliação usadas em escolas, como as tradicionais provas escritas e as listas de exercícios.
Essa definição é das professoras e pesquisadoras da Portland State University Dannelle Stevens e Antonia Levi, que são referências internacionais nesse método de avaliação. Em 2005 elas publicaram o livro “Introduction to Rubrics” , um guia para educadores que querem saber mais sobre a ferramenta.
Geralmente, as rubricas de avaliação descrevem as expectativas de aprendizagem de uma atividade a partir de 3 a 5 níveis de performance. Esses níveis não são binários, ou seja, não determinam o que é certo ou errado. É preciso incluir etapas intermediárias, em que devem ser descritas as ações esperadas, como uma espécie de escala.
A atividade deve ser dividida em dimensões ou critérios avaliativos, que contemplem as habilidades necessárias para realizá-la. Por isso, a avaliação por rubricas é indicada para trabalhos mais complexos, como seminários, projetos, debates, redações e entregas multimídia.
❗ IMPORTANTE: a avaliação por rubricas só será eficaz se você tiver clareza sobre os objetivos de aprendizagem e as habilidades que devem ser desenvolvidas com a atividade proposta. Antes de criar sua rubrica, capriche no plano de aula.
A principal vantagem da avaliação por rubricas é a agilidade de feedback. O estudante entende rapidamente por que recebeu determinada nota, o que poderia ter feito para melhorá-la e quais são suas dificuldades em relação ao conteúdo.
Outra vantagem é a agilidade de correção dos trabalhos. Montar uma rubrica para cada atividade proposta em sala leva tempo, sim. Mas o esforço é compensado na hora de fechar as notas, pois cada dimensão e nível de desempenho já foi previamente associado a uma pontuação ou peso.
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Existem dois tipos de rubricas de avaliação , classificadas de acordo com a quantidade de critérios e níveis de desempenho.
A atividade é avaliada como um todo. O desempenho do estudante é descrito em uma frase, que contempla diferentes atributos.
Confira um exemplo:
Reparou que ela abrange dimensões como respeito à norma culta, profundidade de pesquisa e estrutura do conteúdo de um texto?
As rubricas analíticas servem para avaliar essas dimensões separadamente, descrevendo cada item de acordo com o nível de desempenho.
Também é possível atribuir pesos para cada critério e incluir uma coluna com o desempenho geral.
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Cada rubrica é única , construída a partir dos objetivos de aprendizagem da atividade pedagógica. Mas ela deve conter 4 componentes, pelo menos:
Pensando em colocar o método de avaliação por rubricas em prática?
Tenha em mente as seguintes características quando for montar sua rubrica:
O primeiro passo é ter o seu plano de aula pronto, ou seja, já ter definido o conteúdo, a metodologia, os recursos e os objetivos de aprendizagem. Lembre-se de que a avaliação é o último ponto a ser definido, pois deve ser coerente com a atividade que você vai propor para a turma.
Plano de aula fechado? É o momento de definir os critérios avaliativos e os níveis de desempenho :
A partir dos objetivos de aprendizagem planejados, defina o que você pretende avaliar durante a atividade. Podem ser medidos por pesos e pontuações.
Veja abaixo um modelo de planejamento dos critérios avaliativos das rubricas:
DIMENSÕES | DESCRIÇÃO DE UM DESEMPENHO EXEMPLAR | COMENTÁRIOS | PONTUAÇÃO |
Conhecimento/Compreensão 20% |
O estudante demonstra um conhecimento profundo sobre o conteúdo ao usar informações relevantes para defender o seu ponto de vista. Pesquisou outros assuntos além do que foi visto em sala. | ||
Pensamento crítico 30% |
O estudante defende uma tese que está alinhada com as necessidades socioeconômicas da comunidade, além de apresentar domínio de conceitos. | ||
Comunicação 20% |
O estudante soube expressar com clareza e objetividade suas ideias e respondeu as dúvidas dos colegas. | ||
Uso de recursos multimídia 20% |
O estudante usou recursos multimídia ao longdo da apresentação para exemplificar seu ponto de vista e ajudar os seus colegas a entenderem o assunto. | ||
Habilidades de apresentação 10% |
O estudante fala com clareza, articulando bem as palavras e com uma voz alta o suficiente para ser ouvida pela turma. Mantém contato visual e usa gestos para engajar a plateia |
O número de níveis pode variar, de acordo com a complexidade da tarefa. O mais importante é que estejam previstos níveis intermediários.
Você pode usar escalas como:
Confira um exemplo abaixo:
DIMENSÕES | Atendeu aos objetivos | Atendeu parcialmente aos objetivos | Não atendeu aos objetivos |
Conhecimento/Compreensão 20% |
O estudante demonstra um conhecimento profundo sobre o conteúdo ao usar informações relevantes para defender o seu ponto de vista. Pesquisou outros assuntos além do que foi visto em sala. | O estudante demonstra conhecimento sobre o conteúdo ao usar informações relevantes para defender o seu ponto de vista. | O estudante não demonstra conhecimento sobre o conteúdo e não defendeu o seu ponto de vista. |
Pensamento crítico 30% |
O estudante defende uma tese que está alinhada com as necessidades socioeconômicas da comunidade, além de apresentar domínio de conceitos. | O estudante defende uma tese que está alinhada com as necessidades socioeconômicas da comunidade. | O estudante não defender uma tese que esteja alinhada com as necessidades socioeconômicas da comunidade. |
Comunicação 20% |
O estudante soube expressar com clareza e objetividade suas ideias e respondeu as dúvidas dos colegas. | O estudante soube expressar com objetividade suas ideias e respondeu a maioria das dúvidas dos colegas. | O estudante não expressou com clareza suas ideias e não respondeu as dúvidas dos colegas. |
Uso de recursos multimídia 20% |
O estudante usou recursos multimídia ao longo da apresentação para exemplificar seu ponto de vista e ajudar os seus colegas a entenderem o assunto. | O estudante usou recursos multimídia pontualmente para exemplificar seu ponto de vista e ajudar os seus colegas a entenderem o assunto. | O estudante não usou recursos multimídia ao longo da apresentação. |
Habilidades de apresentação 10% |
O estudante fala com clareza, articulando bem as palavras e com uma voz alta o suficiente para ser ouvida pela turma. Mantém contato visual e usa gestos para engajar a plateia | O estudante fala com clareza, articulando bem as palavras e com uma voz alta o suficiente para ser ouvida pela turma. | O estudante não articula as palavras com clareza e a turma teve dificuldade para ouvir a apresentação. |
Existem ferramentas online pagas e gratuitas para você fazer suas rubricas:
O Microsoft Teams, o Moodle e o Google Classroom também contam com ferramentas para criação de rubricas, caso sejam usados para as aulas online na escola em que você trabalha.
Você pode criar suas rubricas no Microsoft Word e no LibreOffice, como propuseram as pesquisadoras Dannelle Stevens e Antonia Levi. Elas disponibilizaram modelos nesses formatos, em inglês.
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Por Redação Blog do EAD
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